Prefeitura loteia a Ferradura





Continuando o processo de destruição e ocupação desordenada do espaço público, a prefeitura de Búzios autorizou a instalação de mais uma barraca na praia da Ferradura. Bem ao lado das que já existem há tempos e que estão há dois anos sofrendo por causa da pandemia.


É ponto pacífico que nossas praias são o nosso maior ativo turístico.


Ninguém nos visita por causa da Rua das Pedras ( outra que está decadente), nem pela pousada A ou B. Algumas pessoas escolhem o destino por causa do clima, da fama, da estrutura hoteleira e de lazer( bares, boates,etc) e até da alta gastronomia - que tirando um ou dois restaurantes, já não existe mais.


Mas é inegável que são nossas praias, de diversos tamanhos, temperatura e estilo que mais atraem os turistas.


Sem um estudo de capacidade de carga, sem um controle maior sobre a ocupação das areias, seja por quiosques, seja por ambulantes, nossas praias irão deixar de ser atraentes e com isso os turistas vão procurar outros lugares que sejam mais tranquilos e organizados. E o que não falta nesse Brasil é praia bonita e organizada. O Nordeste está cheio


No governo passado o vereador Dom, que ocupou o cargo de Coordenador de Postura loteou as praias de Búzios e distribuiu dezenas de autorizações para amigo e eleitores.A praia de João Fernandes, a mais internacional da cidade, foi tomada de ponta a ponta por barracas e aluguel de serviço de lazer como pranchas de Stand UP, que estava na moda.

Ao que parece, nossos administradores acreditam que os cargos que ocupam lhe dão o direito e decidir de maneira monocrática o que bem entender e que as áreas públicas da cidade são suas, e que podem dar a quem quiser. Claro, a contrapartida é o voto.Quando não é por outro motivo afinal, se tem um lugar que dá muita grana são as praias de Búzios.


Nossa cidade tem dois orçamentos distintos. O público e o privado. O público, graças a bonança dos royalties é sempre superavitário, ou seja, sobra muita grana no fim do mês. Milhões caem no cofre do município todos os dias. Já o privado, que depende do consumo, seja dos moradores, seja dos turistas é quase sempre deficitário. Ganha- se ( ganhava-se) pouco no verão para bancar o inverno. E essa sazonalidade está cada dia pior.

A milionária prefeitura de Búzios não se importa com a situação do pobre comércio. Buziano.


Rico não gosta de pobre.


Faltam poucos dias para o nascimento do jornal Armação. Nada ficará encoberto.



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